Certificados para a importação: sanitários, fitossanitários e veterinários
Se a sua carga inclui produtos sensíveis como alimentos, plantas, animais ou produtos de origem animal, necessita de obter os certificados adequados para que a alfândega autorize a sua entrada no território da União Europeia. Estes documentos oficiais garantem que a sua mercadoria cumpre com os padrões de saúde e segurança do país de destino e que não põe em perigo a saúde coletiva.
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O que são e para que servem?
Estes certificados são emitidos pelas autoridades competentes do país de origem e atuam como um passaporte de saúde para a mercadoria transportada. Sem eles, a sua carga será retida na fronteira, inspecionada e poderá mesmo ser retida e destruída.
Certificado Sanitário
Para produtos de consumo humano (alimentos, bebidas) e materiais que entram em contacto com eles.
Certificado Fitossanitário
Para plantas, produtos vegetais (frutas, legumes, madeira) e outros materiais que possam conter pragas.
Certificado Veterinário
Para animais vivos, produtos de origem animal (carne, laticínios, ovos) e subprodutos.
Por que são tão importantes?
Como dizíamos, garantir a saúde coletiva é uma das máximas das autoridades da UE. Por isso, este tipo de certificados são importantes por:
Garantia de segurança
Certificam que o seu produto não representa um risco para a saúde pública, a sanidade animal ou vegetal no país de destino.
Cumprimento legal
São obrigatórios para o desalfandegamento aduaneiro. Não os ter é motivo de retenção, multas e rejeição da carga.
Acesso ao mercado
São a chave para que a sua mercadoria possa ser comercializada legalmente no país de destino.
Como e onde se obtêm?
Estes certificados são emitidos pelas autoridades governamentais do país de origem:
Em Portugal, o Ministério da Agricultura e Alimentação (ou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária – DGAV) é o principal emissor.
Também podem ser emitidos por laboratórios oficiais ou entidades autorizadas.
Lembre-se: Os certificados devem cumprir com o formato e os requisitos específicos do país de destino. Um certificado com um formato incorreto ou com informação incompleta pode ser rejeitado.
Exemplos práticos
Exportar azeite para os EUA
Necessitará de um certificado sanitário que garanta que o produto é apto para consumo e cumpre com as normas da FDA.
Importar madeira do Brasil
Necessitará de um certificado fitossanitário para demonstrar que a madeira foi tratada contra pragas, de acordo com a regulamentação internacional (NIMF 15).
Importar carne da Argentina
Será exigido um certificado veterinário que ateste que a carne provém de animais sãos e que a unidade de processamento cumpre com os padrões sanitários.
Perguntas frequentes
01.Certificados comuns?
Existem várias: Certificado de Origem, Fitossanitário e SOIVRE.
02.Quem emite o de Origem?
A Câmara de Comércio de cada país.
03.O que é o fitossanitário?
Certificação de que o produto vegetal está livre de pragas.
04.O seguro é obrigatório?
Não, o seguro "todos os riscos" não é legalmente obrigatório no transporte.
Documentação relacionada
Conhecimento de Embarque (B/L): o documento mestre da sua carga
Contrato de transporte marítimo entre o carregador e a companhia de navegação.
House Bill of Lading (HBL)
Documento emitido pelo transitário para cada cliente individual.
Fatura Comercial e Packing List
Detalhes da transação comercial e conteúdo das embalagens.
Manifesto de Carga
Lista oficial de toda a carga a bordo do navio.
Certificado de Origem (COO)
Acredita o país de fabrico da mercadoria exportada.
Apólice de Seguro Marítimo
Cobre os riscos de perda ou dano durante o transporte marítimo.
Carta de Fretamento (Charter Party)
Contrato entre proprietário do navio e fretador para uso da embarcação.